quarta-feira, 18 de abril de 2018

Em Frente ao Yarkon

Chegamos em nosso hotel, em frente ao parque Yarkon e bem próximo do badalado Namal de Tel Aviv. Vamos descansar um pouco, jantar e sairemos para o Kikar Rabin, onde acontecerá uma grande festa de Yom Haatzmaut.

Como comentei anteriormente, hoje é Yom Hazikaron. Por todo o país há bandeiras à meio mastro. Ontem ouvimos um minuto de silêncio em Arad, na cerimônia municipal. Hoje tivemos uma experiência particular - a sirene soou enquanto estávamos na parada de ônibus, em um grande centro comercial. Por um minuto, todos pararam onde estavam. Pessoa algum se movia. Os carros aguardavam seus donos, cada um a dois passos de seu veículo, em posição de sentido.

(A seguir, no próximo post ou num outro depois, compartilho um curto clipe de nossa experiência em Yom Hazikaron.)

Hoje é um dia que afeta todo país, e durante essa tarde, o ambiente começa a mudar. Timidamente, a tristeza e a memória dão lugar à alegria e o agradecimento. As pessoas já nos cumprimentavam, agora no Shuk, dizendo: "Chag Sameach" (Feliz Festa!). Daqui a pouco teremos uma festa e isso já está expresso nas bandeirinhas espalhadas pela rua e no olhar das crianças carregando bandeiras e vários infláveis com as cores de Israel.

Antes de terminar o Yom Hazikaron, compartilho um poema de Lipa Aharoni sobre este dia. A tradução é livre, deste que vos escreve:


Dois Minutos de Silêncio

Se alastra a sirene pelo ar, são dois minutos de silêncio
A comunidade silencia, emudece o barulho do anseio da cidade
Fica em silêncio o professor, o estudante, o pedreiro
O motorista do caminhão, o advogado, o vendedor, o comprador.
Inclinam suas cabeças os trabalhadores de limpeza, agentes da polícia, o doutor,
O tabelião, a jardineira, o artista e o público sentado à cafeteria.
Juntam-se orgulhosas e enlutadas mães, pais em dor, viúvas,
Camaradas, amigos desde o nascimento, avós, avôs, filhos e filhas.
Cala-se a discussão entre direita e esquerda, entre o secular e o religioso.
Todas as diferenças desaparecem, some toda e qualquer disparidade social.

Dois Minutos de união
Dois minutos de unidade
Dois minutos de silêncio, para lembrar, não esquecer.
Dois minutos que contém em si tesouros de força e poder.

E como nos faz falta um som de júbilo retumbante
Que contivesse em si dois minutos de união por alegria
Uma alegria que nascesse e crescesse no fundo do coração
Uma alegria que nos unisse e fizesse esquecer toda a dor

E como nos faz falta num Shabat ou numa festividade
Dois minutos que nos unissem, na tradição, no costume
E outros dois minutos num dia qualquer de semana
Oh - esse seria um grande dia de independência - uma grande festa seria.

Um comentário:

Em Solo Gaúcho

Pousamos em Porto Alegre. Acredito que esse é o último post desse blog. Ja vamos descer do avião. Nos vemos em instantes.