Esse foi o último shabat antes da viagem. Pessach e o Chametz ficaram para trás e agora resta apenas tempo para arrumar as malas e fazer os último preparativos.
Nosso grupo foi homenageado no Kabalat Shabat da Sibra, uma despedida muito especial para quem está prestes a embarcar nessa jornada.
Durante a cerimônia, o nosso madrich Rafael Morris, que já foi um aluno marchante e hoje é professor no Colégio Israelita, fez um belo discurso. Como eu não conseguiria expressar melhor que ele, transcrevo aqui suas palavras:
Erev tov
(Sou o Rafael Moris, e vou acompanhar o pessoal na marcha da vida junto com o Dani e a Lu).Em 2011 eu estava no segundo ano, e lembro da preparação para a marcha da vida. A ansiedade, de não saber como seria ver tudo que antes era estudo nas aulas de cultura judaica na minha frente; Ansiedade para conhecer o país de onde minha família veio, de visitar Israel, onde nasci, e fazer essa viagem sensacional com meus amigos, amigas e colegas no geral. E foi sem palavras.A segunda vez que visitei a Polônia eu estava morando em Israel. Não era propriamente o programa da marcha da vida, e, sinceramente, eu achava que não me surpreenderia ou tocaria tanto quanto antes, pois eu já havia visto aquilo. Eu fui ingênuo, porque lá a minha identificação foi maior ainda, me bateu mais forte do que antes e pude aprender muito mais sobre a complexidade da shoá.Desta vez eu não vou me enganar. Sei que vai ser mais intenso do que antes. E ao lado de um grupo de alunos muito especial que, em grande parte, conheço desde pequeno.A verdade é, quando se trata de holocausto: quanto mais tu vê menos tu entendes.Ao mesmo tempo, quanto mais tu vê, mais tu te tornas responsável por evitar e lutar para que episódios do tipo não se repitam (com qualquer povo, gênero, credo, sexualidade, raça, enfim...). E vocês tem que concordar comigo quando eu digo que a gente segue educando e lembrando do holocausto para que jamais aconteça algo assim de novo. Esse trauma já faz parte do povo judeu e do mundo, e essa é a maneira, como povo, que a gente torna ele em um combustível para coisas boas.Dia 11 para 12 de abril é o Iom Hashoá. Espero que todos nesse dia relembrem, reflitam e se revoltem contra todos países, políticos, pessoas que pregam, hoje em dia, o ódio ao outro. A verdade é que a história está se repetindo de diferentes maneiras...: no oriente médio, na África, e até mesmo aqui no brasil, do lado da gente. Sejamos como os justos entre as nações no dia a dia, porque só assim a gente pode garantir um mundo onde um se levanta pelo outro, para que enfim vivamos tempos de uma paz justa.Shabat shalom pessoal!
Tudo de bom.
Em tempo: A previsão do tempo para Varsóvia mudou muito! Fique atento na hora de fazer as malas.




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